Mostrando postagens com marcador Evangelismo e Missões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Evangelismo e Missões. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

03 coisas que mudaram a vida de uma pecadora

João 4.28-30“Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto eu tenho feito; será este, porventura, o Cristo? Saíram, pois, da cidade e vinham ter com ele.”

Já ouvi muitas pessoas dizerem ter vontade de ir a África, Índia, China e outros países para fazerem missões. Por um tempo as notícias da janela 10/40 quase que viraram modismo entre os evangélicos. Não que devamos desprezar essas nações, sabemos da importância de pregar a Palavra de Deus e da missão que nos foi confiada por Cristo Jesus, nosso Senhor. Todavia, muitas das pessoas que dizem ter sede missionária acabam apenas fantasiando o que se entende por “missões” e esquecem de que elas começam por onde moramos. Esses mesmos que fantasiam continentes longínquos não pregam o Evangelho nem sequer para os vizinhos que moram ao lado. Por um bom tempo a ênfase de oração e obra missionária foi dada apenas aos países da janela 10/40 e as pessoas se esqueciam de pregar e orar pelas almas de onde vivem. Fica nessa introdução o alerta para que sejamos verdadeiros missionários, testemunhas de Cristo em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra. Parafraseando o Mestre, “sereis minhas testemunhas na sua cidade, no seu estado, na sua nação até as demais nações da Terra” (At 1.8b). Com o intuito de reforçar nossa tarefa evangelística, abordarei o exemplo de Cristo quando levou as Boas-Novas a uma mulher desprezada e esquecida pela sociedade. Três coisas mudaram a vida da mulher samaritana e embora as pessoas enxergassem uma “roubadora” de maridos, o Mestre enxergou uma missionária.

1.       Dá-me de beber (v. 7)

Essa foi a forma que Jesus abordou a mulher samaritana. Algo que precisamos aprender no que se diz respeito a evangelismo é sobre a abordagem para com as pessoas. Muitos acabam sendo inconvenientes e perdem a oportunidade de levar a Boa Notícia ao ouvinte. Certa vez em que visitava uma festividade de outra denominação, um rapaz estava do lado de fora da igreja olhando o desenrolar do culto e era possível notar em seus olhos o desejo de adentrar ao templo. Quando percebi isso, desloquei-me até ele e o convidei para ficar do meu lado. Ele se alegrou, mas disse que não podia demorar pois sua esposa não acreditaria que ele estava na igreja. Propus então, ir com ele até sua casa, a fim de esperá-lo tomar banho e de mostrar para sua esposa que ele estava acompanhado de alguém que o conduziria ao culto. Ele se agradou da proposta e fomos juntos a sua casa que distava alguns metros da congregação. Neste tempo, outro irmão ouvindo a conversa quis acompanhar-nos e sem contestação, seguiu o mesmo trajeto. Quando lá chegamos, a senhora, esposa do convidado, surpreendeu-se com nossa visita, mas no final de tudo pediu-nos oração em favor de sua família. Acenei a cabeça positivamente e começamos a orar. Eu dizia, “Senhor, abençoe este lar. Traga a tua paz sobre essa família, sobre os filhos...” e de repente, fomos todos surpreendidos por uma oração que competia com o volume do mais alto baile funk. O rapaz que nos acompanhava expulsava todo espírito de macumbaria, de feitiçaria, amaldiçoava as imagens e anatematizava a idolatria naquela casa.

Obviamente o convidado e sua esposa esbugalharam os olhos e se escandalizaram com tais palavras. Eu tentava aumentar minha voz, mas não tinha sucesso algum (e olha que falo muito alto, hein!?). A solução foi dizer “em Nome de Jesus, Amém”. Assim, finalizamos a visita e seguimos rumo ao culto. O que quero mostrar nesse caso é a importância de termos sabedoria ao abordar alguém, até porque “o que ganha almas, sábio é” (Pv 11.30b). Repare que o primeiro ponto foi a sabedoria de Cristo para puxar conversa com aquela mulher que desencadeou a atenção dela. Havia um grande preconceito, uma imensa barreira social entre os judeus e os samaritanos. Samaria, outrora, fora capital de Israel. Foi palco de grandes acontecimentos proféticos durante o ministério de Elias e Eliseu, mas após o cativeiro assírio, eles se contaminaram com a cultura pagã e idólatra deste povo, havendo um sincretismo religioso. Acostumada com tal barreira e com a indiferença dos judeus, ela questiona a Jesus: “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?” (v. 9). O Messias quebrou aqui a barreira do preconceito ao se dirigir àquela mulher pedindo-lhe um pouco de água, conseguindo assim, sua atenção. Para nossa aplicação fica o dever de não reter o Evangelho de bêbados, drogados, homossexuais ou qualquer outra pessoa que a sociedade discrimina. Somos o sal desta terra e luz do mundo, devemos ser diferentes e deixar a marca de Cristo alcançar as pessoas que nos cercam, afinal, se o sal perder o gosto para que serve, senão ser lançado ao chão e ser pisoteado pelos homens (Mt 5.13)?

Para finalizar este tópico, gostaria de contar em poucas palavras uma experiência que tivemos num evangelismo em um povoado que reside próximo de nossa cidade. Sempre ouvi dos irmãos que as pessoas desse local são fechados para o Evangelho e pude constatar que é verdade. São pessoas de dura cerviz e parece que a mensagem é como uma marreta que bate em uma rocha, mas isso não pode nos desanimar, pois a própria Palavra de Deus é um martelo que esmiúça a pedra (Jr 23.29b). Assim sendo, pela insistência é que colheremos os frutos dessa obra. Em breve compartilharei aqui neste blog alguém que entregou sua vida a Cristo neste povoado. Há algumas semanas estivemos lá e ousamos fazer algo diferente. Entramos em um bar que estava com aproximadamente umas 20 pessoas, todas elas bebendo. Pedimos a atenção delas por alguns minutos e falamos-lhes do amor de Deus. Deixamos alguns folhetos ali e em seguida alguns deles se emocionaram. O último lugar em que eles imaginavam que entraríamos era lá e isso quebrou as barreiras do preconceito, permitindo-nos levar a Boa Nova. Precisamos, como Cristo, quebrar os impedimentos e com sabedoria atrair a atenção dos ouvintes para Palavra de Deus.

2.       Vai, chama o teu marido e vem cá (v. 16)

Depois de atrair a atenção da mulher samaritana e de conversarem alguns minutos, o Mestre então parte para a segunda etapa de um evangelismo eficaz: confronta a mulher de uma forma sábia sobre o seu pecado. Ele a pediu para que ela chamasse o marido e confirmou a palavra da mulher que nem os 5 homens com quem já convivera e o que estava atualmente eram maridos. A reação da mulher foi reconhecer que não era um homem qualquer que lhe falava, mas talvez um profeta. Além de atrairmos a atenção das pessoas, precisamos da autoridade divina para que a mensagem chegue onde não conseguimos chegar. O autor da epístola aos hebreus declara que a Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante que o gládio romano, uma pequena espada de dois gumes. Esta Palavra penetrante vai no íntimo das pessoas, num lugar onde eu e você não conseguimos chegar naturalmente (cf. Hb 4.12). Não temos a capacidade de conhecer o interior das pessoas e não precisamos tentar adivinhar a vida de ninguém. A mensagem quando entregue e proclamada pelo Espírito de Deus, alcança o perdido e faz com que esta pessoa mude de vida. Assim como Cristo, temos o desafio de levar uma mensagem pura, que jorra do trono celestial e que vai ao encontro da vida daquela pessoa e de encontro ao seu pecado.

3.       Vós adorais o que não conheceis (v. 22)

Aquela mulher passou a dar atenção à mensagem de Cristo e entendeu que era pecadora. O próximo passo era mostrá-la que estava equivocada quanto à verdadeira espiritualidade e sobre o caminho da salvação. Jesus mostra que ela achava ser uma adoradora genuína, mas que na verdade não conhecia quem achava adorar. Algo estava errado na vida daquela mulher, sua adoração não tinha conexão. Era uma adoração de mão única, apenas seguia, mas não voltava a resposta de Deus. Muitas são as pessoas que pensam ser boas, piedosas e merecedoras da salvação. Pensam que pelo fato de serem adeptas de alguma religião possuem contato com o Deus Todo-Poderoso. Jesus, entretanto, mostra àquela mulher que ela pensava adorar a Deus, mas que ainda faltava ter um encontro com a verdadeira religião. A palavra religião vem do latim, religare, que significa religar. Depois da queda do homem, este ficou sem conexão com o Pai celestial e desligado da intimidade com o Divino. Para que possa ser religado a Deus, o homem precisa reconhecer que é pecador e que precisa de um conector com o Senhor.

Entendendo parcialmente a obra da religação, a mulher então comenta com o suposto profeta que também aguardava o Messias, mas não havia percebido que falava com Ele. Quando Cristo se revela, ela imediatamente é impactada por Sua glória. Por volta de meio-dia ela abandona seu cântaro e vai anunciar que o Messias havia chegado. Para que o Evangelho seja anunciado, as pessoas precisam dar atenção à mensagem celestial, compreender que são destituídas da glória de Deus e que somente através de Cristo, podem ser religadas ao Criador. Quando alguém entende isso e aceita a Cristo como único e suficiente Salvador, é regenerada, isto é, nasce de novo. Alguém que nasce de novo, larga o cântaro, larga o velho homem, abandona as velhas práticas, independente do horário. Aquela mulher nem se preocupou mais com o almoço e saiu pela cidade para anunciar a Boa Notícia. Enquanto muitos estão pregando uma mensagem agradável aos ouvidos humanos, com erudição antropocêntrica, nosso desafio é tão somente pregar e anunciar uma mensagem simples, descomplicada e sobretudo, Cristocêntrica. Lembre-se, não precisamos reinventar a roda. Cristo já nos deu o modelo do verdadeiro evangelismo. Da mesma forma que a Palavra atuou na vida daquela mulher, ela age ainda hoje. Não perca as oportunidades que o Senhor te conceder e “prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo” (2 Tm 4.2).

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Relembrando nossa missão

Lucas 10.27-37 – “Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. Tornou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isso, e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? Jesus, prosseguindo, disse: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. Casualmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e vendo-o, passou de largo. De igual modo também um levita chegou àquele lugar, viu-o, e passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou perto dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão; e aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que gastares a mais, eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu o doutor da lei: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe, pois, Jesus: Vai, e faze tu o mesmo.

Participei neste final de semana de uma reunião de obreiros na cidade de Perdões, no interior de MG. Tive a oportunidade de conhecer os pastores e presbíteros das cidades circunvizinhas afiliadas ao ministério de Madureira além de retornar para casa com experiências muito boas. A Palavra que foi pregada estava baseada no livro “A síndrome de lúcifer” de autoria do Rev. Caio Fábio. Assim, o pastor Ricardo da cidade de Lavras, fez uma excelente abordagem acerca de um tema sobretudo atual e pertinente a líderes evangélicos. Ele se preocupou em mostrar os sintomas dessa patologia a qual vem atingindo vários homens de Deus em nosso sistema eclesiástico. Todavia, o que desejo abordar neste tópico não diz respeito a esse assunto e sim à preocupação que precisamos ter em relação à missão que nos foi confiada.

Na mensagem proferida pelo pastor Ricardo, ele contou um “tristemunho” de uma experiência que vivenciou em um culto há alguns anos. Segundo ele, fora convidado para pregar em um culto de missões e a pessoa que efetuou o convite pediu que ele fosse vestido como um mendigo para essa ocasião. Quando chegou ao local, as pessoas corriam dele (pois estava maltrapilho, sujo, tinha barba por fazer, cabelo grande e não cheirava bem). Ele tentava se aproximar das pessoas, mas elas corriam dele e nenhum membro sequer daquela igreja teve a coragem de dizer a ele que era bem vindo ou mesmo que Jesus o amava, exceto uma criança que tinha próximo de seus seis anos a qual se aproximou do mendigo (pois não sabiam quem ele era), abraçou-o e disse: “Jesus te ama e eu também”. Alguns minutos depois dessa cena que já nos ensina uma grande lição, ele fora chamado pelo dirigente do culto para ser apresentado como o pregador daquela noite. Após ser apresentado e os fatos serem expostos, os membros daquela denominação ficaram abalados e entristecidos por terem tratado o homem com desprezo e pediram perdão incessantemente.

Amados leitores, esse relato mexeu comigo e se você é um crente genuíno, precisa mexer com você também. Observe atentamente o que Jesus disse em determinada ocasião: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me; pois, quem quiser salvar a sua vida por amor de mim perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? ou que dará o homem em troca da sua vida?” (Mt 16.24-26). Muitas pessoas têm morrido para as coisas do mundo e abandonado práticas danosas para a nossa espiritualidade e comunhão com o Altíssimo. Entretanto, a maioria de nós não morre para si mesmo. O trabalho, o dinheiro, o ter e o materialismo estão afastando a muitos da missão de pregar as Boas Novas.

Repare que na parábola do bom samaritano, primeiramente passou um sacerdote, homem religioso e de grande posição, mas nada fez em favor daquele homem que fora assaltado, espancado e que estava como que morto. Logo em seguida, um levita passou pelo mesmo local e assim como o sacerdote, ele também não fez absolutamente nada. Ambos representavam a ortodoxia e a respeitabilidade judaica ao passo que o samaritano uma raça desprezada. Fica claro que não podemos escolher a pessoa para a qual aplicaremos a prática do amor. O ensino de Jesus nessa parábola é claro: o próximo, isto é, a pessoa a quem devemos amar em conformidade com a Lei de Lv 19.18, não pode ser em função da aparência, da condição social ou de qualquer outro critério. Deve ser até mesmo o mendigo, a prostituta, o homossexual, ou seja, qualquer pessoa que a sociedade despreza, pois Jesus disse que “o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6.37).

Agora, pelo amor do nosso Senhor, caríssimo leitor, não confunda ser amoroso para com recebê-la na congregação com a libertinagem que temos visto em nossos dias. Claro que precisamos receber de braços abertos a quem quer que seja, sem fazer acepção. O que estamos saturados de ver são pessoas com tratamento V.I.P. quando estas possuem cargos importantes na sociedade. Para exemplificar, não é atitude cristã babar em cima de um prefeito e desprezar o mendigo, ou vice-versa. Quando digo sobre libertinagem, é confundir aceitar a pessoa como ela chega com dar cargos na igreja para os que ainda não demonstraram o devido fruto. Não são poucos os exemplos de pessoas que têm cargos porque dão um dízimo alto. Casos de líderes que estão vivendo em conformidade com o mundo, bebendo, prostituindo-se (amasiados, adúlteros, etc) ou ainda viciados. Precisamos seguir o conselho de Paulo aos gálatas: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros” (Gl 5:13). Enquanto alguns queriam trazer doutrinas do judaísmo para os gálatas, Paulo mostrava-lhes que tinham a liberdade do Espírito Santo. Todavia, essa liberdade não podia ser confundida ao ponto de darem lugar à carne.

Para encerrar este artigo, gostaria de enfatizar a importância de cumprirmos o IDE que Jesus nos ordenou, através das Palavras de Paulo aos romanos, pois todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo, mas “como pois invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? assim como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam coisas boas! Mas nem todos deram ouvidos ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem deu crédito à nossa mensagem? Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” (Rm 10.14-17)